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26 novembro 2012

segundo reserva

http://www.fai.org/civl-news/36773-second-reserve-mandatory-from-may-1st-2014

A partir de maio de 2014 o segundo reserva será obrigatório para todos os pilotos participantes de campeonatos continental  e mundial de parapente categoria 1 da FAI .

Durante a sua  recente reunião de outono, a CIVL Bureau avaliou relatórios de acidentes, alguns fatais, na categoria de eventos 1 e 2.

A partir destes relatórios, um problema recorrente foi identificado. Em condições de colapso alguns pilotos foram incapazes de chegar a usar o seu pára-quedas reserva. A CIVL Bureau acredita que esses acidentes poderiam ter sido evitados se estes pilotos estivessem equipados com um segundo reserva destacável com a mão oposta em relação ao reserva principal, ou com ambas as mãos. Esta análise está alinhada com a análise do relatório da Paragliding Competition Safety Task Force (publicado em dezembro de 2011), relativo aos  acidentes ocorridos em Piedrahita, em 2011, no Campeonato Mundial.

Portanto, o Bureau CIVL decidiu tornar o segundo reserva obrigatório para os eventos de parapente Categoria 1  FAI, a prtir de 1 de maio de 2014. Todos os pilotos devem levar o pára-quedas reserva atual obrigatório mais um. O último deve ser destacável com o lado oposto em comparação com o reserva principal, ou, ainda melhor, com ambas as mãos.

A CIVL incentiva todos os pilotos a não esperar este prazo para estarem equipados com um segundo reserva. Muitos fabricantes já vendem seletes que podem caber dois reservas. Alguns outros fabricantes serão capazes de fornecer aos proprietários de seletes de competição existentes recipientes para pára-quedas reserva que possam ser integrados. Os pilotos não precisam necessariamente comprar uma selete completa nova.

A CIVL também incentiva os pilotos  a verificar e redobrar seus reservas regularmente, e ao mesmo tempo se acostumarem a lançá-los em simuladores de voo.

O uso de um segundo reserva obrigatório tem o apoio da Associação de Fabricantes de Parapente (PMA),  e também será considerado pelo PWC.

02 junho 2010

SEGURANÇA / comissões técnicas



Promover maior segurança no voo livre É UM DEVER cotidiano, por parte de cada piloto, de cada Clube, pelas instâncias estaduais e nacionais, e em cada sítio de voo.

O projeto CPEA da ABP propõe a avaliação de acidentes de forma bastante abrangente, quase como se fosse um inquérito policial, prevendo inclusive perícia de materias; é um esforço importante, espero que se desenvolva para trazer benefícios ao voo livre.

A segurança e prevenção de acidentes deve ser cotidianamente pensada e implementada, especialmente através de ações educativas, e em todos os sítios de voo. Precisamos criar ações muito próximas a todos os pilotos, novatos e experientes.

Uma rampa com vários casos de arborizadas nas decolagens requer análise para detectar causas prováveis, e promover ações preventivas. As etapas de campeonatos e festivais precisam ser analisados sob o ponto de vista dos acidentes ocorridos, que depois de relatados e avaliados permitam propor soluções para que não se repitam.

Tenho acompanhado etapas de campeonatos com média de um acidente/incidente para cada 25 pilotos participantes, é um índice muito alto, precisamos reduzir isto, perguntando: o que está errado? os sítios são próprios para a realização de etapas de campeonatos? existem pousos adequados em todo trajeto da prova? a média dos voos na região, durante o ano, são equivalentes aos definidos para uma prova com mais de 20 km? os tetos na região permitem os voos de termal para alcançar os pilões? o número de participantes é adequado às condições da rampa? as datas privilegiam a melhor época para voar naquele local, considerando o microclima? Neste caso a responsabilidade sobre a segurança começa na definição dos locais e datas que vão sediar as etapas.

A criação de Comissões Técnicas em cada sítio de voo, compostas por pilotos dispostos a colaborar, seria uma medida importante para promover a segurança. Estas Comissões estariam incumbidas de relatar os acidentes/incidentes, quantificar e analisar, podendo pedir auxílio a pilotos mais experientes, sempre que necessário. Com os resultados de uma análise podemos propor ações educativas, definir o tipo de voo que potencialmente a região oferece, e até desaconselhar o voo em algum local de maior risco, ou com alto índice de acidentes. A informação sobre os sítio de voo é muito importante para promover a segurança, pois pilotos inexperientes ou desavisados podem repetir erros comuns.

Minha sugestão é que pequenas Comissões Técnicas podem promover ações muito importantes para que seja reduzido o índice de acidentes no voo livre, no Brasil, pois o reconhecimento ao trabalho de uma equipe legitima suas deliberações, e as ações se tornam mais eficazes. Cada sítio ou Clube de voo tem condições de organizar um grupo para trabalhar em benefício da segurança e com isto promover o voo livre na sua região, divulgando suas ações em todos os veículos possíveís, atingindo os pilotos que ali vooam e o público em geral.

A troca de experiências é fundamental para que as ações que demosntram eficiência possam ser aproveitadas por outros grupos no trabalho pela segurança no voo livre.

Este é o desenho de um projeto simples para promover a segurança no voo livre, que pode ser implementado a qualquer momento, basta a vontade dos pilotos em dispender um tempo a mais em benefício da maior segurança para todos que voam como esporte e como lazer.

31 maio 2010

voo 447

Um ano depois da tragédia com o avião da Air France um grande mistério sobre o que aconteceu naquele voo permanece.
Mais de 20 milhões de euros gastos nas buscas e investigações, e ainda sem respostas, e sem as caixas pretas, que estão no fundo do mar.
A importância das investigações, segundo depoimentos, é para evitar que outros acidentes semelhantes aconteçam. Fica a idéia e exemplo do empenho feito na área da aviação civil para apontar causas e buscar a excelência do serviço que prestam.
Há no voo livre alguma forma de elucidar os acidentes, mesmos que para isto seja necessário apontar falhas humanas? Em competições oficiais os acidentes são relatados e avaliados? Os sítios de voo tem recomendações e cuidados divulgados com o objetivo de proteger os pilotos? O que pode ser feito para aumentar a segurança e qualificar o voo livre?

01 maio 2010

COMISSÃO TÉCNICA

O recente acidente em Santa Teresinha, na Bahia, gerou polêmica com relação à compreensão do que realmente ocorreu; uma COMISSÃO TÉCNICA, para ouvir todos os relatos possíveis e apresentar uma explicação, que até poderia incluir alternativas de interpretação, qualificaria e muito o voo livre, seria o tratamento responsável adequado neste e na maioria dos acidentes que ocorrem nas rampas brasileiras.
Não sei porque as COMISSÕES TÉCNICAS perderam a força e se desfizeram, não sei porque os pilotos deixaram isto acontecer, esse seria um ponto para analisar antes de propormos a formação de COMISSÕES TÉCNICAS, é parte da história do voo livre. Provavelmente vão aparecer os órgão oficiais neste assunto, mas não podemos depender das iniciativas oficias, devemos construir o que é bom para o voo livre por nós mesmos, para depois não sermos atropelados por deliberações absurdas.
Fica a proposta, para ser avaliada, com relação a criação de COMISSÕES TÉCNICAS em todos os sítios de voo.

25 fevereiro 2010

COMPROMETIMENTO

sobre acidentes fatais temos muitas opiniões, indignações, lástimas, sentimentos de fragilidade aguçados...

e por aí vai...

mas falta COMPROMETIMENTO, e isto é responsabilidade de todos

para mim, a melhor forma de mostrar comprometimento com a avaliação das falhas cometidas seria através de COMISSÕES TÉCNICAS em todas as instâncias:

clubes, locais de voo, federações estaduais, instâncias nacionais

sei que a ABP tem um relátório para ser preenchido em caso de acidentes, mas nunca vi um destes preenchido

provas de campeonatos deveriam ter relatórios assinados por uma comissão técnica, para apontar acertos e falhas em cada prova, isto ajudaria nas provas seguintes a serem desenhadas naqueles locais, mesmo em anos posteriores

o avanço de conhecimento se obtém no tempo, na soma de fatos, e os relatos servem para registrar este conhecimento

um novato poderia antes de decolar de uma rampa que ele não conhece ter acesso a uma série de informações sobre esta rampa, como dificuldades, cuidados, acidentes e incidentes ocorridos

o site Guia 4 Ventos tem a informação sobre as rampas, incluindo o grau de dificuldade para o voo em cada local, mas estas informações deveriam ser constantemente reavaliadas por comissões técnicas especialmente designadas para isto

enquanto pensarem que ler listas de voo é suficiente, não estarão dispondo nenhum minuto de seu tempo para contribuir na melhoria do voo livre no Brasil

do alto da sabedoria de muitos poderíamos ter algo bem mais eficiente e que contribuísse para que o voo livre no Brasil fosse muito mais eficiente e seguro, é necessário dedicar algum tempo disponível para organizar e reunir os conteúdos que promovam este esporte, pois os esforços isolados ainda não são suficientes

e voar tembém icluí a reflexão sobre o voo, antes e especialmente depois do voo