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02 outubro 2010

+ duas colisões no Sul

No final de semana, dias 25 e 26 de setembro de 2010, aconteceram mais duas colisões entre paragliders, desta vez em Carlos Barbosa / São Vendelino, RS, durante a realização da quarta etapa do Campeonato Gaucho de Paraglider. No sábado, durante a prova, a primeira colisão entre dois competidores, e no domingo outra, logo após uma decolagem.
Agora somamos quatro colisões em seis meses no sul do Brasil. Vários pilotos tem declarado que costumam abandonar o voo quando percebem que o espaço aéreo está inseguro, considerando a quantidade de pilotos num mesmo local.
Discutimos em lista alternativas para melhorar as condições de segurança para o voo livre, definindo apenas a possibilidade de realizar uma campanha de divulgação das regras de tráfego aéreo no voo livre, a ser feita por pilotos independentes.
Relatar os acidentes é uma forma de alertar para os riscos que os pilotos estão correndo, uma forma de promover segurança; neste sentido gostaria de sugerir que todas as comunicações sobre eventos de voo incluam nos resultados todos os incidentes e acidentes. Esta seria uma forma de comprometimento com a qualificação do voo livre, reconhecer os erros para poder corrigir.
Detectar falhas e propor mudanças é uma forma de evitar recorrer no mesmo erro. Problemas na decolagem, durante uma janela de prova de campeonato, podem indicar a necessidade de qualificar a atuação do fiscal de rampa e dos auxiliares, por exemplo. Tenho acompanhado vários acidentes nas competições que participei, posso lamentar pelos prejuízos, mas o que mais me impressiona é que nada tem sido feito para qualificar a modalidade esportiva voo livre, a partir das falhas cometidas.
Cabe acrescentar dois exemplos, de relatos disponíveis sobre a quarta etapa do Campeonato Gaucho de Paraglider, onde não há nenhuma menção aos acidentes ocorridos: http://www.fgvl.com.br/ e http://xc.guiadevoo.com/blog.aspx?postid=1218
No SIV os incidentes são provocados para que o piloto experimente uma situação e promova a correção, nos acidentes reais podemos, no máximo, tentar compreender o que aconteceu, para propor cuidados a serem observados, e assim acumular conhecimento.

09 setembro 2010

colisão entre paragliders

Fui informado que há alguns meses, em Sapiranga, aconteceu a colisão entre dois paragliders, e agora outro acidente igual, assim são duas colisões num período de seis meses. Sem saber as condições que levaram a estes acidentes fica difícil imaginar cuidados a mais que devam ser tomados por todos os pilotos que voam neste local.
No Youtube um exemplo de colisão:

http://www.youtube.com/watch?v=YytOBm6Fp0M

05 setembro 2010

acidente aéreo em Sapiranga


No final da tarde deste domingo, em Sapiranga, RS, ocorreu a colisão entre dois paragliders em voo próximo a montanha, Ferrabraz, quando os pilotos já se dirigiam para o pouso.
Resultaram apenas danos materiais, onde um piloto teve seu capacete arrancado, que ficou pendurado pelo fio do PTT, e no outro paraglider a parede interna entre duas células centrais foi rompida, cerca de 20 cm na direção entre a boca e o bordo de fuga, e também nas costuras junto ao intradorso e ao extradorso, cerca de 30 cm em cada uma.
Os danos materiais podem facilmente ser raparados, mas são estes que caracterizam um acidente que na aviação civil é analisado com o objetivo de evitar sua recorrência, uma prática que pode contribuir para a evolução do voo livre como esporte na Brasil.